Friday, September 18, 2009

No, Woman, No cry

Este texto é velhíssimo. Acho que deve ter uns 4 anos. Escrevi numa época em que eu era uma pessoa muito mais sensata e hoje em dia, provavelmente, o escreveria de uma forma diferente e com um pouco mais de sofisticação. Em todo caso, republico agora dedicado inteiramente à querida Camila.


Ultimamente tenho tido em minha volta uma enormidade de mulheres apaixonadas e sofrendo por isso. Me parece que todas as minhas amigas resolveram tomar uma garrafa de poção do amor e agora a maioria está de ressaca. Como não participei desse brinde bizarro, fui promovida a consultora sentimental do grupo e já penso seriamente em mandar artigos para a revista Marie Claire.

O problema é que a cada vez que uma amiga chora, eu sofro junto, não por ser a rainha da compaixão, mas porque, acima de tudo, elas me fazem desacreditar em todas as histórias que a Meg Ryan (que acredito ser uma psicopata que quer dominar o mundo, mas isso é assunto para outro dia) até hoje me contou usando tanta persuasão.

Em uma noite de terapeuta amorosa de boteco, escrevi regras básicas para não se cair em desespero e desrepeitar a si própria. Além disso, essas regras visam impedi-las da grave tendência tipicamente feminina de se tornarem Drama Queens e substituir essa personagem pela de Femme Fatale. São elas:

1 - Nunca acredite plenamente que a sua felicidade depende de outra pessoa.

2 - Nunca tente consertar o que você acha que deu errado. O que passou, passou, o que importa é o que está por vir. Acredite, o máximo que pode acontecer quando você tenta consertar alguma coisa, ou tenta seduzir novamente o inseduzível, é você piorar a sua situação, sentir novamente a necessidade de consertar e assim cair num círculo vicioso que pode ser eterno.

3 - Se estiver sofrendo, chore. Muito. De preferência deitada numa Jacuzzi rodeada de velas com uma garrafa cheia de seu destilado preferido na mão, seu maço de cigarros do lado e ouvindo aquele seu CD de músicas pra ficar triste, com os temas de Titanic e Ghost, que você tem guardado no fundo da sua gaveta de calcinhas. Lembre-se dos momentos lindos que você passou ao lado do ser amado. Lembre-se de que você já chorou por outros (as) antes, jurando que eram os verdadeiros e únicos amores da sua vida e que a sua dor nunca iria passar e no fim passou (tanto que agora você chora por outro(a)). Ria disto. No meio destas memórias tristes e felizes, olhe ao seu redor e veja a vida boa que você tem (principalmente se você tiver mesmo uma Jacuzzi em casa) e quão privilegiada você é comparada a tantas milhões de pessoas que choram por um pão com manteiga.

4 - Saiba a hora de parar de chorar. Este é um item importante. Ouça o seu bom senso apesar do turbilhão de emoções que estão se passando dentro de você, o seu bom senso sempre dirá quando é o suficiente, ele te alertará para o fato de que você já chorou tudo o que tinha que chorar e que agora é hora de se reerguer. Prometa, depois disso, não chorar nunca mais por essa pessoa (não se preocupe, você provavelmente vai quebrar a promessa).

5 - Passe maquiagem, coloque uma roupa linda que você comprou porque achou que estava merecendo, já que estava sofrendo tanto. Saia de casa assim, se sentindo linda e com a deliciosa sensação de liberdade que há muito você não sentia. Mais rápido do que você imagina, encontrará um (a) moço (a) mais legal do que o (a) anterior.

6 - Volte para o item 1.

Wednesday, August 12, 2009

I will survive!

Eu acho que este blog morreu, mas ainda não tenho certeza.

Enquanto decido isso, acabei reativando o blog da minha monografia de conclusão de curso ao ser surpreendida por comentários de leitores (que eu nem sabia que o blog ainda tinha) pedindo que o texto fosse enviado para eles por email ou disponibilizado no blog.

Se vocês gostam do Tim Burton, passem lá.

Thursday, May 15, 2008

Defenestrar

Todo mundo que me conhece, ou que acompanha este blog, sabe da minha admiração pela palavra defenestrar. Na verdade, ela é tão forte, que já dediquei um texto inteiro só para falar no assunto.

É uma palavra mágina, na minha opinião.

E eu fico indignada com o menosprezo com o qual a imprensa brasileira trata deste simpático verbo. Nunca ouvimos. Fátima Bernardes nunca a pronunciou na vida, aposto.

Agora, o que me deixa puta de verdade, é que, mesmo com a maior oportunidade que os jornalistas tiveram de falar defenestrar. Talvez uma oportunidade única, ímpar, sem precedentes. Mesmo assim, ninguém usou. Ninguém.

Tuesday, May 06, 2008

Sob o céu de Paris 2

O Sob o céu de Paris estreou e o site está no ar.

E tem o blog do programa também.

Espero que, em breve, eu tenha algum assunto (que não seja o programa) para atualizar este blog, mas por enquanto é só isso mesmo.

Friday, April 18, 2008

Sob o céu de Paris

Sei que ando ausente aqui no blog. Mas é por um ótimo motivo.

Finalmente consegui fazer o meu tão sonhado programa de rádio de músicas francesas. Depois de anos planejando, a web rádio Pelo Mundo comprou a minha idéia e vai veicular.

O programa se chamará "Sob o céu de Paris" e estréia no dia 05 de maio. Já tem um perfil no Last.fm e também um site próprio. É uma versão temporária, mas estou trabalhando para colocar o site completo no ar o mais rápido possível.

Se você não estiver se aguentando de curiosidade, o piloto já está disponível para download. Assim como o site, ele não é a versão que vai ao ar na estréia, mas dá uma idéia boa do que o programa vai ser.

Quando o Sob o céu de Paris estrear e o site estiver no ar, prometo dar mais atenção a este blog.

Monday, March 17, 2008

Musicovery e StumbleUpon

Em apenas duas horas brincando com o StumbleUpon eu descobri sites que entram facilmente no meu Top10 de coisas mais incríveis que eu encontrei na internet.

Um deles é o Musicovery.

Sensacional.

Can you hear the drums, Fernando?

Tudo bem que colocar ABBA e rock na mesma frase já é uma coisa bizarra. No entanto, não é nada comparado à morte do baterista da banda, encontrado morto no último fim de semana.

Ola Bunkert, embora não aparecesse entre os quatro membros da banda que ficaram famosos, gravou todas as baterias do ABBA desde o primeiro disco. Foi encontrado morto na casa onde morava sozinho, em Mallorca, Espanha. A polícia suspeita de que ele tenha caído da janela, cortado o pescoço e sangrado até morrer.

Definitivamente entra pra lista de Mortes Rock'n'Roll.

Sunday, March 16, 2008

Pernilongos

Trabalhando em casa. Coça. Coça. Coça.

Meu pai chega e fica me olhando.

- O que foi? - pergunta.

- Pernilongos.

Ele sai da sala e volta com o spray de inseticida nas mãos. Um minuto depois, agachado embaixo da mesa, dispara o jato mais mixuruca que um spray jamais testemunhou.

- Com esse tanto de inseticida que você jogou, não vai fazer diferença nenhuma.

- É que quando a gente joga diretamente no pernilongo, é mais eficaz.

- Pai, se fosse um pernilongo só, ele já teria morrido de obesidade mórbida.

Tuesday, March 11, 2008

La cucaracha

Eu tinha 17 anos quando matei a minha primeira barata. Foi em uma noite de sábado, quando eu estava sozinha em casa me sentindo a adolescente mais infeliz do planeta, assistindo uma comédia romântica e me perguntando o que exatamente ele quis dizer com "não estou em um bom momento para relacionamentos afetivos".

Enquanto eu chorava no sofá, a mocinha se debulhava na tela me fazendo sentir muito melhor já que alguém no mundo entendia a minha dor, mesmo que só na ficção. A sequência do filme, uma tomada externa, iluminou a minha sala e eu vi o tão temido artrópode que é capaz de sobreviver a acidentes nucleares e fazer mulheres que queimaram sutiã na década de 60 gritarem em desespero por um homem.

Percebi que tinha duas opções: ou matava o bicho, ou corria para o meu quarto e ficava sem ver o fim do filme. Diante da possibilidade de perder o surpreendente final quando a mocinha beijaria o mocinho ao som de uma música da Natalie Cole, optei pelo confronto direto. Juntei toda a minha coragem, concentrei a raiva que estava sentindo pelo rapaz do "não é você, sou eu" e decidi ir à luta. Claro, não sem calçar meias compridas e botas antes.

Depois que você mata a primeira barata, as outras que vêm são fichinha. E assim me tornei uma mulher destemida, que não tem medo de barata. A minha coragem, aliás, cresceu ao ponto de conseguir matar lacraias, escorpiões, piolhos-de-cobra, ou qualquer um destes visitantes indesejados que insistem em entrar nas casas de moças indefesas vez ou outra.

Outro dia, tomando uma cerveja com uma amiga em um copo-sujo de esquina, vi a cara da minha companheira se contorcer de repente. Em seguida, todo o seu corpo acompanhou o rosto e o pavor que tinha tomado conta dela impedia qualquer movimento labial. Perguntei diversas vezes o que estava acontecendo, com medo de ela estar sofrendo um pequeno derrame e, quando ela conseguiu articular qualquer coisa, ouvi duas palavras: "uma barata".

Assumindo uma pose de Mulher Maravilha, levantei de uma vez, olhei para a minha amiga e, com uma voz confiante, ordenei para que ela não se afligisse. Olhei tudo ao meu redor, em busca do inimigo e vi que o garçom do bar, um rapaz muito simpático, se aproximava. Ele, com um ar de Super-Homem, chegou correndo com a sua vassoura para salvar as donzelas em perigo e também a reputação do seu bar, que, apesar de copo-sujo, é muito limpinho. Fiquei em posição de ataque, supondo que formaríamos uma Liga da Justiça, até que o garçom fez um gesto pedindo que me afastasse, como quem diz "eu cuido disso".

A barata correu para um lado. Correu para o outro. Correu pela vida. Em dado momento, depois de várias tentativas frustradas, o Super-Homem, que a esta hora estava mais para Chapolin Colorado, decidiu tomar fôlego. Enquanto ele examinava o terreno e elaborava uma estratégia, a barata passou pertinho da minha mesa e, com um movimento certeiro, aniquilei a ameaça com o meu pé esquerdo.

A platéia, que a esta hora já era maior do que somente a minha amiga e o dono do bar, aplaudiu em êxtase e, enquanto eu colhia os louros da vitória, vi de relance o rosto do pobre garçom. Se eu tivesse tirado uma peixeira da bolsa e cortado fora as suas vergonhas, teria abalado de forma menos agressiva a sua masculinidade. O rapaz, completamente envergonhado, recolheu-se para o fundo do balcão de onde não saiu mais enquanto estive ali.

Foi então que eu tive uma revelação: se, na década de sessenta, as mulheres tivessem começado a matar baratas ao invés de queimar sutiãs, provavelmente teriam sido mais bem sucedidas e, mais importante, ajudariam a deixar a cidade mais limpa e gastariam muito menos dinheiro com roupa íntima.

Saturday, March 08, 2008

Vinte e três

O meu blog tem uma média de quatro visitar diárias. Quatro. Às vezes o número sobe para cinco, quando eu publico alguma coisa que tem muita busca no google e que me faz ficar com pena das pessoas que caem aqui por acidente e ficam com raiva momentânea de mim.

A parte boa disso é que, quando o meu contador mostra um número muito elevado de visitas em um dia - tipo dez! - eu sei que alguém, possuidor de um blog, twitter ou webpage muito mais populares do que o meu, decidiu que valia a pena linkar o meu humilde espaço virtual.

Hoje, ao entrar no meu contador de páginas, me deparo com um surpreendente número de visitantes: 23. Vinte e três. Ciente de que eu não havia postado nenhum vídeo inédito da Paris Hilton fazendo sexo, decidi averiguar o fenômeno e a explicação foi muito lisonjeira.

Um rapaz, o Alexandre Inagaki, fez a gentileza de me incluir em uma lista do que ele chamou de "(...)mulheres inteligentes, bem-humoradas, sensíveis e/ou saudavelmente sarcásticas(...)". Como não o conheço, achei que o melhor era retribuir a gentileza linkando o blog dele aqui.