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  1. Música Potencial

    Monday, July 23, 2007

    O Leo e uns amigos dele se juntaram para criar um blog bem legal. O nome é Música Potencial e trata basicamente de fazer listas de músicas. A inspiração está explicada aqui. Desde que a idéia começou, eu não paro de fazer listas e vasculhar o meu iTunes atrás de músicas com, por exemplo, a cor azul no nome. Já até fiz uma colaboração. Recomendo.

  2. Thursday, July 19, 2007

    Navegando pela Folha Online, me deparo com a seguinte matéria (transcrevi só a metade, que é o que interessa):

    Comissária da TAM diz não ter medo de voar pois tudo tem sua hora certa

    DÉBORA BERGAMASCO
    da Folha Online

    Um grupo de quatro comissárias de bordo da TAM caminhava na manhã desta quinta-feira pelo aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), em direção ao local do acidente com o vôo 3054 da companhia, ocorrido na noite da última terça-feira (17), quando foi abordado pela reportagem da Folha Online.

    Uma delas, que não quis se identificar, tentou mostrar tranqüilidade dizendo que não estava com medo de voar porque cada um tem sua hora de morrer. "Foi como meu comandante disse: 'Peru não morre na véspera'."

    [...]


    Olha, pelo pouco que eu sei sobre o mundo, o peru é dos primeiros a morrer quando se fala em véspera.

    É como diz o Daniel: "Eu acho que não tem nada de errado na pessoa ser burra, só acho que elas deveriam evitar fingir que não são."


  3. Dorothy Simpson

    Wednesday, July 18, 2007

    Aproveitando essa onda dos avatares personalizados dos Simpsons, meu amigo Daniel desenhou este meu. Adorei.




  4. .....

    Sunday, July 01, 2007

    Ele disse que trabalhava com fotografia e eu respondi que não confiava em fotógrafos. Ele apelou e me acusou de ser muito contemporânea.

    Posso ser contemporânea. Mas pelo menos não sou artista.


  5. La dolce (e calda) vita

    Tuesday, April 24, 2007

    Uma mulher decidiu dar um mergulho semana passada na Fontana di Trevi, em Roma. Tudo bem, ela não era nenhuma Anita Ekberg e estava pelada. Mas foi ovacionada mesmo assim.

    A notícia em inglês.

    A notícia em italiano.

    E, claro, como não poderia faltar, o vídeo.

  6. O Gráfico da Culpa

    Monday, April 09, 2007

    (Atendendo ao pedido do Gabriel)


    Depois de uma péssima noite de sono, entrecortada por sonhos estranhos que fariam cair o queixo de Luis Buñuel e preocupações que transformariam a história de Poliana numa simples comédia romântica, acordei atrasada para uma prova final importante.

    Antes de continuar a minha saga, desejo fazer uma breve pausa para um protesto. Não consigo compreender a mente de quem inventou essa história de que aulas devem começar às sete da manhã. Nem as aulas, nem o Papa, nem o John, nem o Paul, nem o Ringo (muito menos ele), enfim, nada nesse mundo deveria obrigar alguém a acordar a essa hora da madrugada. Estou certa de que o primeiro babaca que ditou essa regra era alguém que sofria de uma histeria tão profunda que provavelmente nem Freud, Adler e Jung juntos dariam conta, e mais problemático que este detestável indivíduo somente os outros que apoiaram a idéia.

    Como o perspicaz leitor já deve ter notado, eu não sou muito fã de acordar cedo. E foi enquanto eu dirigia para a faculdade hoje de manhã, me ocupando de driblar a minha ira contra esta imposição lamentável da vida acadêmica, divagando ao redor do sonho de um mundo ideal habitado de semelhantes notívagos, que eu fui parada numa blitz.

    Devo reconhecer que a minha direção não é exatamente a que se usa chamar de defensiva. Ao contrário, confesso que já excedi a velocidade, passei por incontáveis sinais amarelos e alguns outros vermelhos, estacionei na calçada e parei em faixas de pedestres. Resumindo, tudo o que um motorista sem educação já fez e, caso o leitor esteja se perguntando, não, não acho isso nada bonito. Mas uma infração que nunca cometi foi deixar de carregar comigo os documentos do veículo e minha habilitação.

    Infelizmente um sujeito chamado Murphy inventou uma teoria que se comprovou mais uma vez quando me peguei desprovida pela primeira vez dos documentos que a lei exige do condutor.

    Rodeada de policiais militares exibindo metralhadoras e armas de fogo que ignoro o nome (sendo esta, diga-se de passagem, uma das poucas ignorâncias minhas de que me orgulho e faço questão de preservar intacta), tentei explicar para a policial de unhas vermelhas, a Nilméia, que eu poderia ligar para casa e pedir a alguém para trazer o documento, que eu estava atrasada para uma prova importante na universidade, que estava tudo em dia, que eu era devidamente habilitada e esse tipo de conversa que a gente é obrigado a ter quando se vê envolvido em uma situação dessas.

    Depois de muitas tentativas de explicação, discussões com outros policiais acerca do meu caso, telefonemas para o que eles chamavam de central, consultas a outra central sobre a atitude certa a tomar com placas de outro estado (que é o meu caso), mais conversas entre eles e quarenta minutos de espera estressante que certamente fariam crescer alguns centímetros do buraco da minha úlcera, se eu tivesse uma, finalmente fui multada e liberada para ir embora.

    Absolutamente indignada por ter levado uma multa depois da confirmação de que o veículo era mesmo meu e que as contas estavam em dia e que a minha recém-renovada carteira só vence em 2010 e que o único erro que cometi foi o de esquecer o documento justamente por estar preocupada com a prova já mencionada e a essas horas perdida, decidi que precisava me pronunciar.

    - Policial Nilméia, eu gostaria de protestar.
    - Pois não.
    - O motivo pelo qual eu não estou carregando meus documentos é, na verdade, mais culpa da senhora do que minha. Explico: eu não me sinto segura deixando os documentos no carro, porque sei que a qualquer momento ele pode ser roubado, como aconteceu com um tio e um primo só neste último semestre. Também não levo sempre a minha carteira de motorista na bolsa, porque caso eu seja assaltada, como já aconteceu duas vezes no último ano, serei novamente obrigada a refazer os meus documentos, sendo que a licença de motorista sozinha, custa quase cinquenta reais. Deixo sempre, portanto, o documento do carro e a carteira juntos e, como este carro é usado por duas pessoas na minha casa, cada vez que alguém vai sair, deve lembrar de pegar o documento do carro. A senhora e todos esses policiais aqui, por sua vez, enquanto poderiam estar prestando os serviços para os quais foram inicialmente contratados - tentando evitar roubos e assaltos - estão ocupados em distribuir multas para quem teve um lapso de memória. Reconheço, no entanto, que a senhora provavelmente obedece ordens, e não está aqui multando pessoas porque quer. Portanto, se vivéssemos em um mundo ideal e a culpa viesse em gráficos, acredito que a senhora, os policiais aqui presentes, os seus superiores, os superiores deles e eu, deveríamos todos dividir o valor da multa e acho, honestamente, que a parte que me caberia pagar seria a menor de todas.
    Tenha um bom dia.


  7. Odontologistas

    Tuesday, February 27, 2007

    (Este post é bem velho, publicado no meu primeiro blog, uns 3 anos atrás)

    Se tem uma coisa que eu tenho pânico, é de dentista. PÂNICO. Faço de tudo para fugir da Manuela, minha dentista. Claro que, tendo consciência disto, ela não mede esforços para me encontrar de seis em seis meses e coloca a sua secretária para me perseguir.

    Semana passada, fui mais uma vez para a cadeira de tortura, que por sinal mudou de endereço e agora fica num consultório muito mais bonitinho com direito a música ambiente, com o rádio sempre sintonizado na mesma estação. O suplício começa. Vejo luzes e terríveis aparelhos espalhados pela sala. Na minha cabeça, aqueles aparatos todos só servem para aumentar a minha ansiedade, já que eu nunca vejo a Manuela usar nem a metade deles.

    Ao abrir a boca, o que sinto é apenas pânico. Não me lembro de problemas mundanos e nem presto atenção ao dia ensolarado que acontece lá fora. Ouço sons dos passantes pela janela e fico com inveja da tranquilidade deles, sinto raiva dos risinhos que a secretária emite na sala ao lado. Penso que ela é uma insensível.

    Estou lá deitada na cadeira, suando frio e verificando o relógio de parede a cada segundo (como uma maneira de passar o tempo que, obviamente, não funciona, e também como forma de ignorar a luz ligada nos meus olhos), completamente vulnerável, com todos os músculos do meu corpo tensionados e desejando retornar ao útero materno (já que a minha posição na cadeira é quase fetal) eis que, de repente, a Manuela, em meio a este turbilhão de emoções, começa a cantar. Animadamente. Como se estivesse no chuveiro de sua casa tomando um banho relaxante e agradável.

    Como se estivesse se entretendo.

    E o pior: ela sabe cantar todas as músicas. E tocam muitas, de estilos diferentes. Quando ela começa a entoar uma "Dancing Queen", do Abba, tenho um momento de iluminação, um tipo de resposta divina. Interrompo o trabalho - obviamente emitindo um grunhido já que minha boca estava escancarada com duas mãos dentro dela, mais um aparelho de sugar a saliva e o acessório de limpeza - para compartilhar a minha mais recente conclusão com a minha carrasca:

    - O que foi, Gabi? Isto não está doendo.

    Ela fala com a autoridade de quem está quase no meu lugar.

    - Manuela, você já viu Laranja Mecânica?

    - Já, porque?

    - Você é o meu Alex.

    É isso. Todos os dentistas tem um Alex dentro de si.


  8. Os cientistas também amam

    Monday, February 12, 2007

    Um post abaixo eu publiquei a história do casal da Idade da Pedra que foi encontrado semana passada no norte da Itália. O casal, normalmente, não teria sido notícia se não fosse pelo fato de que as duas pessoas estavam se abraçando.

    Pois bem, hoje, em vésperas do dia dos namorados, os arqueólogos responsáveis anunciaram que, ao invés de tirar osso por osso e depois reconstruir os esqueletos, como é o costume, eles irão remover os dois em conjunto para depois limpar, estudar e colocar em exposição.

    Quem estiver tão interessado quanto eu no caso, pode ler aqui a notícia inteira.

  9. Os 12 trabalhos de Jobs

    Friday, February 09, 2007

    (publicado no Alto-Falante)

    Não é segredo pra ninguém que o Steve Jobs é um gênio. Em dezembro passado, saiu na Revista Época uma ótima matéria que comparava o Vale do Silí­cio à Florença do Renascimento. Pois bem, se é assim, então Steve Jobs é o Leonardo da Vinci do século 21.

    É de senso comum que os grandes gênios da humanidade enxergam o óbvio. E foi só isso que Jobs fez no manifesto que publicou no site da Apple anteontem. A argumentação e a proposta de Jobs são coisas que todo mundo já pensou. No entanto, é muito diferente quando o CEO de uma empresa como a Apple ressalta o problema. O homem que viveu a época do amor livre, agora luta pela música digital livre.

    No texto em questão, Steve simplesmente mostrou como é incongruente e contraditório que as quatro maiores gravadoras do mundo obriguem as lojas virtuais (como a do iTunes) a comercializarem músicas protegidas por um aparato tecnológico que impeça o seu compartilhamento, quando os próprios CDs vendidos pelas mesmas gravadoras não adotam tal sistema.

    Qualquer um que possui um MP3 player já o alimentou com músicas de seus discos preferidos. A tarefa é de uma simplicidade absurda: basta colocar o CD no computador e usar um software para digitalizá-las. Porque, então, as lojas virtuais têm a obrigação de desenvolver softwares complexos que irão dificultar a pirataria da música? Afinal de contas, quem quiser compartilhar os seus discos de maneira ilegal pode fazê-lo facilmente e quem compra música pela internet, normalmente, não está interessado nesse tipo de prática.

    O mecanismo de proteção exigido pelas gravadoras, só prejudica o consumidor e restringe o seu acesso aos catálogos das lojas, colocando-o dependente da marca do seu player. Quem possui o iPod tem que comprar músicas pelo iTunes, quem tem o Zune, deve comprar músicas pela loja da Microsoft. Isso faz com que o consumidor fique preso em um monopólio que, segundo Steve Jobs, é involuntário e indesejado. Ora, se o dono da empresa não quer monopolizar o mercado, porque ele deveria?

  10. Noiva Cadáver

    Thursday, February 08, 2007

    Achei esta notícia ontem e fiquei tão encantada que decidi publicar aqui.